Ativismo pelo fim da violência contra as mulheres segue até a próxima semana


Publicado em 29/11

Nesta segunda-feira, 28, acontece uma palestra com o psicólogo Vladnei Weschenfelder e com a titular da Coordenadoria da Mulher Ângela Marchionatti, na sede da Apae de Ijuí.

Fonte: Prefeitura Municipal de Ijuí

Acompanhando a programação do movimento 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres, foi realizada na semana passada uma palestra na Escola Estadual Centenário, ministrada pela titular da Coordenadoria da Mulher de Ijuí Ângela Marchionatti, pela delegada Jocelaine Aguiar e a vereadora integrante do Fórum Permanente da Mulher Rosane Simon.

Segundo a coordenadora Ângela, é de extrema importância trabalhar com esse público nessa faixa etária, tendo em vista quea violência de gênero está cada vez mais presente entre os jovens. Ela também destaca que muitas das crianças e adolescentes que vão para as escolas vivenciam a violência em suas próprias casas, reproduzindo essas atitudes no dia a dia. A vereadora Rosane Simon também aproveitou o momento para fazer um resgate da história da mulher na sociedade, enquanto a delegada Jocelaine procurou desmistificar mitos em relação ao feminismo e Lei Maria da Penha. 

Também integrando as ações desses 16 Dias de Ativismo, a última sexta-feira, 25, ficou marcada pela discussão referente ao Dia Internacional de Luta pelo Fim da Violência contra a Mulher, com uma palestra realizada pela doutora em Direito Joice Nielsson na Câmara de Vereadores. Na ocasião, ela abordou questões de gênero, sexualidade e violência. As atividades da campanha seguem até o dia 10 de dezembro com diversas atividades.

Nesta segunda-feira, 28, acontece uma palestra com o psicólogo Vladnei Weschenfelder e com a titular da Coordenadoria da Mulher Ângela Marchionatti. O evento ocorre na sede da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Ijuí, tendo como público alvo os pais dos alunos da instituição. 

Programação

A Campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres é uma mobilização anual, praticada simultaneamente por diversos atores da sociedade civil e poder público engajados nesse enfrentamento. Desde sua primeira edição, em 1991, já conquistou a adesão de cerca de 160 países. Mundialmente, a Campanha se inicia em 25 de novembro, Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher, e vai até 10 de dezembro, o Dia Internacional dos Direitos Humanos, passando pelo dia 6 de dezembro, que é o Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres. No Brasil, a Campanha acontece desde 2003 e, para destacar a dupla discriminação vivida pelas mulheres negras, às atividades aqui começam em 20 de novembro, Dia da Consciência Negra.

Confira, abaixo, a programação completa da Campanha em Ijuí:

29/11 - Segunda Feira

Atividade: Palestra sobre violência de gênero

Local: Apae

Horário: 14 horas

Público: Pais e mães de alunos da APAE

1º/12 - Quinta-feira

Dia Internacional de Luta contra a AIDS

Integração nas ações desenvolvidas pelo SAE

Por ocasião do Encontro Mundial de ministros de Saúde de 140 países, ocorrido no dia 1 de dezembro de 1988, que ocorreu em Londres, foi criada essa data com o objetivo de mobilizar os governos e a sociedade civil no sentido de incentivar a solidariedade, a reflexão sobre as formas de combater a epidemia e o preconceito. As estatísticas indicam crescimento significativo de casos de mulheres contaminadas, inclusive no Brasil.

07/12 – Quarta feira

Alusivo a Campanha do Laço Branco

Homens pelo fim da violência contra a mulher

Atividade: Jogo de Futebol com homens pelo Fim a Violência Contra a Mulher

Local:  Estádio  19 de Outubro (São Luiz) 

Horário: 19:30

Público Alvo: Comunidade em geral

Times: Esporte Clube São Luiz x Autoridades Locais

Abertura com Escolinhas de Futebol

No Brasil, a Campanha do Laço Branco tornou-se uma das parceiras no enfrentamento à violência de gênero.Com o objetivo de envolver os homens no ativismo contra a violência de gênero, a Campanha foi criada por um grupo de homens canadenses que se indignaram com o massacre na Escola Politécnica de Montreal com o objetivo de mostrar que existem homens que repudiam o sexismo e as práticas violentas contra as mulheres. No dia 6 de dezembro de 1989, Marc Lepine, de 25 anos, invadiu uma sala de aula da Escola Politécnica e assassinou 14 mulheres, suicidando-se em seguida. O rapaz deixou uma carta em que afirmava que não suportava a ideia de ver mulheres estudando engenharia, um curso tradicionalmente dirigido ao público masculino. O crime mobilizou a opinião pública e gerou amplo debate. Um grupo de homens do Canadá decidiu se organizar em torno da Campanha do Laço Branco para dizer que existem homens que repudiam a violência contra mulheres. 

07/12 – Quarta-feira

Atividade: Dueto de Violino – Por uma cultura de Paz

Local: Casa Ama – Rua Floriano Peixoto – 642 - Centro

Horário: 8:30 

Público Alvo: Comunidade em geral

Organização: Casa Ama

Atividade: Palestra sobre violência de gênero

Local: CAIS

Horário:14 horas

Público: Deficientes auditivos

08/12 – Quinta-feira

Atividade: Palestra sobre violência de gênero

Local: APADEVI

Horário: 8 horas

Público: homens e mulheres com deficiência visual

09/12 – Sexta-feira

Horário: 9 horas

Atividade: Reunião Ampliada da Rede de Proteção, Fórum Permanente e Conselho Municipal de Direitos da Mulher para avaliação dos 16 dias de ativismo pelo fim da violência contra a mulher

Local: Coordenadoria da Mulher

Horário: 9 horas

Público: Toda rede de Proteção

Dia 10/12 – Sábado

Dia da Declaração Universal dos Direitos Humanos

Atividade: Brechó Solidário ao Fórum Permanente da Mulher

Local: UABI – Praça da República

Horário: Durante a manhã

Na mesma data do ano de 1948, a declaração Universal dos Direitos humanos foi adotada pela ONU, como resposta a barbárie praticada pelo nazismo contra judeus, comunistas e ciganos e ainda às bombas atômicas lançadas pelos Estados Unidos sobre Hiroshima e Nagazaki, matando milhares de inocentes. Posteriormente, os artigos da Declaração fundamentaram inúmeros tratados e dispositivos voltados à proteção dos direitos fundamentais.

Essa data é importante para lembrar que sem os direitos das mulheres, os direitos não são humanos. A luta, atualmente, não consiste somente na conquista de direitos, mas na possibilidade de exercê-los.