Inquérito aponta que morte de Sargento em Cruz Alta foi


Publicado em 18/05

A 1ª Delegacia de Polícia (DP) de Cruz Alta concluiu hoje, a investigação da morte do sargento Náurio Adão Garcia Viana, ocorrida em 21 de agosto de 2017. De acordo com o Delegado Josuel Muniz, que coordenou a investigação, o Instituto Geral de Perícias (IGP) finalizou o laudo da reprodução simulada dos fatos, cuja conclusão dos peritos foi no sentido de que a vítima foi atingida, provavelmente, por disparo efetuado por um dos colegas que compunha a guarnição no momento em que esta efetuou a barreira para parar o suspeito Leomar Rempel, que conduzia um veículo Ford/Fusion, roubado horas antes em Santo Ângelo. Embora o laudo não diga, categoricamente, que o disparo foi “fogo amigo”, ele ressalta a dificuldade que Leomar teria, em movimento, de manejar arma longa, bem como a circunstância de um dos policiais estar utilizando espingarda calibre .12  na ocasião e ter efetuado disparo.
O laudo também demonstrou que Leomar jogou o veículo contra o sargento Viana, que não foi atingido porque se esquivou rapidamente, momento em que começaram os disparos, um dos quais atingiu a vítima fatalmente. De acordo com os peritos, não se descarta, definitivamente, que Leomar tenha feito disparos, porém, como já ressaltado, com o uso de arma longa isso seria quase impossível. Vale ressaltar que outra perícia comprovou que foi um projetil de calibre .12 que atingiu e matou o sargento.
Tendo em vista os novos elementos colhidos pela investigação, o delegado Josuel Muniz indiciou o policial  militar por homicídio culposo, no âmbito do Código Penal Militar, cuja pena é de um a quatro anos de detenção. Desse modo, o policial autor da morte vai responder o processo no âmbito da Justiça Militar Estadual.
Ainda, devido a conduta de Leomar Rempel, de jogar o veículo em alta velocidade contra o sargento, ele foi indiciado por tentativa de homicídio doloso, triplamente qualificado, mediante recurso que dificultou a defesa do ofendido, para assegurar a impunidade de outro crime e cometido contra agente de segurança pública. A pena para homicídio qualificado é de 12 a 30 anos de reclusão, com a redução de um a dois terços, devido à não consumação.
O inquérito será remetido ao Poder Judiciário, o qual dará vista ao Ministério Público, que tem 15 dias para oferecer denúncia contra Leomar.
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