Porque a fruta não tem valor comercial?


Publicado em 16/09

Nêspera é facilmente encontrada em quase todas as propriedades rurais de Seara

A bem da verdade, a ameixa amarela, produto bastante comum na região, de modo geral ainda não recebe a devida valorização do consumidor.

E poucos sabem da riqueza nutricional desta saborosa fruta. A nêspera, ou ameixinha amarela, é abastada de vitaminas, minerais, antioxidantes, flavonoides e nutrientes. Saudável e nutritiva, originária da China, a nespereira se espalhou amplamente por diversos países. Com gosto doce e picante, oferece muitos benefícios para quem a inclui no cardápio diário.

Contém quantidade elevada de fibra dietética, que ajuda a limpar as toxinas do cólon e previne o câncer do colo uterino. Ou seja, a suculenta frutinha merece um olhar diferenciado. Mas ainda não é o que acontece. De acordo com o técnico Ivaldino Reginato, a nêspera é uma fruta de Inverno. Poucos produtores comercializam, apesar de produzirem praticamente de forma orgânica, sem utilização de agrotóxicos.

Reginato justifica que poucos apreciam a ameixa amarela e que a nespereira demora em torno de quatro a cinco anos para começar a produzir frutos após o plantio. “São raros os produtores que se atentaram para esta fonte valorosa de nutrientes e rentável, se houver investimentos. Ela pode ser consumida in natura, pode se fazer geleia, chimia, licores e compotas, entre outras opções para agregar valor”, explica o técnico.

A única praga que pode afetar a produção, segundo o técnico, é a mosca da fruta, mas esta pode ser controlada e combatida com ações simples. “Há diversas variedades da ameixa amarela, com poupa maior, as miúdas, mas ninguém incentivou esta produção. Se alguém se dedicasse a produzir, colher, embalar e dispor no mercado, dá dinheiro também. Para pessoas que querem investir em áreas impróprias para agricultura e pastagem, é uma ótima alternativa”.

Pouca oferta

O empresário Vilmo Casarotto, dono de uma fruteira, confirmou que há pouca oferta da nêspera pelos produtores da região. Relatou que para vender na empresa costuma comprar o produto de Curitiba e São Paulo, onde os produtores investem na variedade de tamanho maior e as selecionadas. O preço varia entre R$ 30 a R$ 40 o quilo. “Acredito que aqui, se os produtores colhessem os frutos mais bonitos e selecionassem, teria mercado. É que o pessoal não tem o hábito de vender essa fruta”.

Fonte: Topbuzz