SMS inicia agendamento de escolas para vacinação contra HPV e Meningococo-C


Publicado em 22/06

Também estão sendo encaminhados documentos de orientação aos pais para serem preenchidos e assinados, pois somente mediante a devolução dos mesmos, a vacina será aplicada

Fonte: Prefeitura Municipal de Ijuí

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS), por meio do Programa Municipal de Imunização, está desenvolvendo uma estratégia com vistas à vacinação contra o HPV e a Meningococica Tipo C. De acordo com a coordenadora do Programa, enfermeira Salester Ruver, já estão sendo feitos contatos com todas as escolas do município de Ijuí para efetuar o agendamento das datas em que os alunos serão vacinados. Paralelamente a isso, também estão sendo encaminhados documentos com orientações aos pais. Estes devem ser preenchidos e devolvidos assinados, pois a vacina somente será aplicada mediante a apresentação dos mesmos. 
As vacinas HPV e  Meningocócica-C, de acordo com Salester, já se encontram disponíveis nas salas de vacina das  Unidades Básicas de Saúde, para adolescentes incluídos na faixa etária preconizada. Porém vale destacar que o agendamento junto às escolas públicas e privadas se deve ao fato de esta estratégia já ter se mostrado bastante eficaz. “Tivemos uma boa adesão por parte dos adolescentes, o que resultou em altas coberturas vacinais”, reitera a coordenadora. 
De acordo com Salester, desde janeiro deste ano, o Ministério da Saúde passou a disponibilizar a vacina contra o HPV, também para os meninos. Inicialmente para faixa etária de  11 a 14 anos 11 meses 29 dias ( quem fez 15 em 01/06/2017 perdeu a oportunidade) e para a população masculina de 9 a 26 anos de idade, vivendo com HIV, transplante de medula óssea, órgãos sólidos e pacientes oncológicos. A intenção das autoridades de Saúde, é que até 2020, gradativamente, outras faixas-etárias venham a ser contempladas.  Da mesma forma acontece em relação à vacina Meningocócica. Em  2017 adolescentes, meninos e meninas, de 12 e 13 anos de idade – passaram a ter a sua disposição uma dose desta vacina.

 

Conheça um pouco mais:

Vacina HPV - O HPV é um vírus que apresenta mais de 120 genótipos diferentes, sendo 12 deles considerados, pela Agência Internacional de Pesquisa sobre Câncer (IARC) oncogênicos (cancerígenos). Além do câncer, o HPv também pode estar associado ao surgimento de verrugas anogenitais e cutâneas.

Os tipos de HPV de alto risco oncogênicos são detectados em 99% dos cânceres cervicais sendo os mais comuns os HPVs 16 e 18, que em conjunto, são responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer do colo do útero, contudo o HPV 16 sozinho é a causa de aproximadamente 50% dos casos de câncer do colo do útero em todo o mundo. Sendo que HPV 6 e 11 estão associados a até 90% das verrugas anogenitais.

No Brasil, o perfil de prevalência de HPV é semelhante ao global, sendo 53,2% para HPV 16 e 15,8% para HPV 18.
Além do câncer do colo do útero, acredita-se que o vírus do HPV associado a outros fatores é responsável por 90% dos casos de câncer anal, 71% de câncer de vulva, de vagina e de pênis, e 72% dos cânceres de orofaringe.

O HPV é transmitido por contato direto com uma pessoa infectada, sendo que a principal forma de transmissão é por via sexual, que inclui contato oral-genital, genital-genital, anal-genital ou mesmo manual-genital. A vacina HPV quadrivalente é altamente imunogênica, podendo variar de 97% a 99% a produção de anticorpos depois de completar o esquema vacinal 4. Para que os adolescentes estejam devidamente protegidos deverão tomar duas doses da vacina contra HPV, sendo a segunda dose aplicada 6 meses após a primeira como intervalo mínimo e o máximo 12 meses. 

Os eventos adversos mais comumente relacionados à vacina HPV são os comuns às outras vacinas: reações locais (dor, inchaço, e vermelhidão), cefaléia e febre em menor incidência.
A vacinação destes adolescentes, no início da puberdade, oferece inequívoca possibilidade de prevenção primária que, associada a outras ações como: rastreamento do câncer do colo de útero e uso de preservativo, entre outros,  permitirá, em futuro próximo, reduzir a enorme carga dos cânceres  genitais na  nossa população.

Vacina Meningocócica C - No Brasil, a doença meningocócica está presente, com ocorrência de surtos esporádicos. O meningococo é a principal causa de meningite bacteriana no país. e acomete indivíduos de todas as faixas etárias. 

A Vacina Meningocócica -C faz parte do Calendário Nacional de Vacinação e, portanto, deverá estar disponível nas ações de rotina das Unidades Básicas de Saúde para os adolescentes incluídos na faixa etária preconizada.  
Assim como a Vacina do HPV a vacina Vacina Meningocócica -C é segura e os eventos adversos pós-vacinação quando presentes são leves e autolimitados. Os eventos adversos mais comumente relacionados são: reações locais (dor, inchaço, e vermelhidão), cefaléia e febre em menor incidência. 

Com informações do Ministério da Saúde