Ijuí passa pelo pico da infestação sem casos das doenças provocadas pelo aedes aegypti


Publicado em 21/03

Resultado é atribuído às ações desenvolvidas pelo Poder Público Municipal, mas comunidade ainda precisa ser mais participativa, especialmente agora, época em que se inicia o período propício para reduzir a infestação

Fonte: Prefeitura Municipal de Ijuí

O inverno está chegando e com ele o período ideal para combater o mosquito aedes aegytpi, vetor da dengue, chikungunya e ziKa. “Essa é a melhor época para reduzir o índice de infestação. Mas isso só será possível com a participação da comunidade. Não podemos facilitar”, adverte o coordenador da Vigilância Ambiental, Rinaldo Pezzetta, ao avaliar o atual cenário municipal.

De acordo com ele, embora o índice de infestação hoje esteja em 4%, o município pode comemorar o fato de não ter registrado nenhum caso das três doenças transmitidas pelo mosquito. Só para se ter um comparativo, Pezzetta lembra o ano passado, quando dos cerca de 880 casos notificados, 331 foram confirmados para dengue. “Já este ano, tivemos uma redução significativa das notificações para suspeita, sendo 79 para dengue e 4 para zika e nenhum caso confirmado até agora”, diz. Segundo Pezzetta, dos casos suspeitos, a Secretaria de Saúde já recebeu o resultado negativo para 72 e aguarda o retorno das outras 7, o que deve ocorrer nos próximos dias.

Na avaliação do coordenador, em que pese Ijuí ser um município com intenso trânsito de pessoas de outras localidades, sem falar no próprio cidadão ijuiense que tem o hábito de viajar com freqüência, a inexistência de confirmações das doenças transmitidas pelo aedes aegypti, não deve ser motivo para relaxar na vigilância e muito menos para o descuido da população. “Com as chuvas, é importante controlar para que recipientes propícios ao acúmulo de água não  fiquem a céu aberto. Até mesmo uma simples casca de ovo pode se transformar num logradouro para o inseto”, lembra.

Por isso, segundo Pezzetta, o trabalho na Vigilância Ambiental é permanente, ocorre de janeiro a janeiro. Em Ijuí, os agentes da Vigilância Ambiental contam com o apoio do Exército, por meio de uma equipe do 27º GAC, que vem atuando na limpeza feita nos bairros e também no centro, pois a infestação está presente em todo o perímetro urbano, e, mais recentemente, também, com o reforço dos Agentes Comunitários de Saúde. “A partir de agora, eles passam a colaborar permanentemente com a Vigilância Ambiente no combate ao mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika”, diz.

Entre as três doenças, de acordo com o coordenador de Vigilância Ambiental, a chikungunya é a que mais preocupa as autoridades de saúde, por que a grande maioria da população ijuiense não tem imunidade para a doença. Além disso, apresenta um quadro de dor severo, maior período para reabilitação, podendo inclusive deixar sequelas para resto da vida.