Reforma da Previdência: Prefeito de Ijuí se coloca em defesa dos trabalhadores rurais


Publicado em 08/02

O prefeito de Ijuí se colocou em defesa dos trabalhadores rurais quanto à proposta de Reforma da Previdência. Valdir Heck, que já havia encaminhado correspondência a um grupo de parlamentares gaúchos – deputados federais e senadores – também manifestou publicamente sua posição em reunião realizada no início da tarde desta terça-feira pela Federação dos Trabalhadores na Agricultura no RS (Fetag-RS) e pelo Sindicato do Trabalhadores Rurais de Ijuí com extensão de base em Coronel Barros e Bozano.

Fonte: Prefeitura Municipal de Ijuí

As duas entidades manifestaram a autoridades regionais e municipais a preocupação  com a Proposta de Emenda Constitucional 287/2016 que tramita na Câmara dos Deputados e trata da Reforma da Previdência. Durante as manifestações, os interlocutores deixaram claro que não discordam da necessidade de reforma, mas atestam, contudo, que não é está que está no Congresso, considerando-a danosa, por seus efeitos diretos à categoria de trabalhadores rurais, como também pelas conseqüências indiretas, a serem acarretadas aos municípios, cujas economias recebem, segundo mostraram, valores significativos decorrentes do benefício recebido pelos trabalhadores já aposentados.

Um pouco antes do início da reunião, Valdir Heck entregou cópia da correspondência ao presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais. Mais tarde, durante a sua manifestação, reiterou apoio à categoria. Para o prefeito de Ijuí, faz-se necessária uma análise profunda sobre a Proposta encaminhada ao Congresso Nacional. “(...) Entendo que é uma mobilização muito importante e que precisamos mobilizar Brasília, sim, e termos muita gente lá. Temos que mobilizar tantos quanto possível. Eu me associo, porque sei do quanto é importante esta aposentadoria para a permanência do homem no campo, no meio rural”, disse.

Na busca pelo apoio de prefeitos e vereadores da região, a Fetag e o Sindicato dos Trabalhadores Rurais apresentaram farto material, para demonstrar aquilo que atestam ser “uma falácia” do governo e que a Previdência Social “não é deficitária". Citaram, por exemplo, que a Seguridade Social teve superávit de R$ 462 bilhões, entre os anos de 2008 e 2015 (Fonte: MPS, Siaf e Anfip); que a União destina 48,5% do seu orçamento para o pagamento de juros e amortizações da dívida pública(Fonte LOA2017); e que 69% dos benefícios previdenciários são de um salário mínimo apenas (Fonte: Anfip);